Um paralelo entre Marketing 3.0 e Design Thinking

Mary Jane Shalders

Em uma primeira aproximação a semelhança que ressalva e nos agrada imensamente é o foco da centralidade no ser humano no contexto corporativo. Não importa o tamanho da empresa, pode ser desde um restaurante self service, até um conglomerado de telecomunicações. A tendência que desponta é a Era da Transcendência em que a prioridade estratégica é entender para atender e melhorar a performance do relacionamento do cliente com a empresa.


Empresas sem perceberem se distanciam deste conceito por estarem mais focados no resultado e nos processos. Esquecem a necessidade de valorizarem as pessoas, pois estas são sim o maior ativo da empresa.


O papel do marketing 3.0 e Design Thinking é aflorar esta cultura na estratégia da empresa, construir valor com as pessoas e para as pessoas a partir da missão da empresa.


Segundo Kotler, o marketing 3.0 leva o conceito de marketing à arena de aspirações, valores e espírito humano. O marketing 3.0 acredita que os consumidores são seres humanos completos, cujas outras necessidades e esperanças jamais devem ser negligenciadas. Desse modo, o marketing 3.0 complementaria o marketing emocional com o marketing do espírito humano.


Pensando nos valores imprescindíveis em uma sociedade que precisa reinventar a forma de fazer negócios para que possa se manter viva e produtiva em um ambiente cada vez mais tecnológico e com acesso instantâneo ao saber.


Em épocas de crise econômica global, o marketing 3.0 adquire relevância ainda maior para a vida dos consumidores, na medida em que estes são afetados por rápidas mudanças e turbulências nas esferas social, econômica e ambiental. O que afeta financeiramente e biologicamente o indivíduo. As empresas que praticam o marketing 3.0 oferecem respostas e esperança às pessoas que enfrentam esses problemas e, assim, tocam os consumidores em um nível superior. No marketing 3.0, as empresas se diferenciam por seus valores […] e voltados para o espírito.


Para se atingir este patamar, as equipes precisam gastar muito tempo mergulhados no universo de seus consumidores mais fanáticos: eles mesmos.


Equipes estas devem ser, na realidade, os consumidores mais próximos das práticas da empresa. Por isso soa muito importante as diretrizes da empresa estejam alinhadas com os valores que ela prega. Stakeholders e clientes detectam facilmente quando uma missão de marca não é autêntica.


Quando a existência de valores culturais inspira o colaborador a realizar mudanças culturais na própria vida, pode-se afirmar que a empresa atingiu a que almejou de início, dar motivos para se transcender.


Aproveite para ser empático e se expressar utilizando uma nova linguagem de negócios, focada no ser humano. Porque a probabilidade do cliente formar uma imagem positiva do relacionamento que teve com a empresa é diretamente proporcional, quando ele enxerga que você está se esforçando para estar no lugar dele, sentir o que ele sente.


Acredite, com boa vontade e bom humor você consegue orquestrar esta equação.


Esta palestra faz parte de um dos paineis do Fórum anual de Secretariado Executivo:

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